1999,
primeiro Ano Novo
de Maria Luísa

Obrigado pela visita! - Maria Luísa, para você, com todo o amor do tio.
Maria Luísa O. di Cavalcanti


Minha linda princesinha,


Era uma vez
uma linda princesinha
chamada Maria Luísa...
e é sempre assim
que começo uma historinha
que me vem ao pensamento
quando te vejo.
No entanto, princesinha,
que estranho é este meu pensamento
pois ele não me habita o cérebro,
mas o coração
e, assim, não lhe escrevo aqui:
apenas coloco na ponta dos dedos
este pequeno arremedo de berceuse silente,
todo para ti.


E como te gosto,
pequenina Maria, que também é Luísa,
e que brilha, que ri,
que balança os bracinhos,
menina-passarinho que és...


Voa, Maria Luísa!


E como me comovo contigo, pequenina,
que tens nos olhos
o mais doce e meigo olhar para mim
que já existiu...
És tu
que me colocas no colo
quando te abraço...


Abraça-me sempre, Maria Luísa!


E como me surpreendes,
meu pequenino
bem-me-quer-que-também-te-quero-bem,
quando adormeces lua
e despertas sol,
quando sorris
noites e dias e mundos
em teu gostosíssimo e delicado gargalhar,
quando te impões
porque fome e sede sentes,
porque amor queres,
tu que já o tens para espalhar,
porque procuras por mim...


Estarei sempre aqui, Maria Luísa!


Do alto,
apenas quando me encontro de pé,
pequenininha,
és pepita,
és diamante encontrados.
Curvo-me,
porque te quero perto,
junto ao peito,
junto ao amar que te tenho,
e pego-te no colo.
E é quando amanhece em mim,
Maria Luísa...
quando alcanço mais longe
porque te desejo feliz,
linda e plena...


Por vezes,
desafino em canto que te embala,
mas, esperta que és,
adormeces logo
porque colas o ouvido no lado esquerdo de mim.
Faço-o de propósito
porque te sei sabida,
te sei menina,
te sei bebê...
Também o fazes tu
porque me sabes louco por ti.
O que tu não sabes é que,
então,
me deixas menino também...


E como me enche de alegria
ver-te igualmente em sono,
retrato da paz,
botãozinho recolhido.
Deito-te depois
e tu dormes de bruços
e abres teus bracinhos para teus lados...
Vislumbro pássaro
que descansa em vôo...
sei que planas... sim, eu sei...
traduzes o encantamento,
a terra dos sonhos em teu velado sorriso
e sou eu que me deleito,
que me abstraio e ganho alturas...


E sabes de outra coisa, princesinha?
Não há nenhum momento
em que eu te ame mais
do que no sempre que te amo muito.
Hoje, 31/12/98,
é quase noite de teu primeiro Ano Novo.
Não poderia deixar
de dizer-te o que te digo,
especial que és,
emocionado que estou:
apenas sei que virás
e poderei ter-te em meu colo
e olhar em teus olhos que me vestem de seda...
e é quando me fazes rei.


Estou feliz, princesinha, porque logo estarás aqui.


Em toda a tua originalidade,
dentro de algum tempo,
serás ainda um bebê já de outro século...
E eu,
esse teu tio bobo e encantado,
radiante porque existes,
poderei contar-te, então,
mais uma vez,
alegre e sempre enternecido,
a história do era uma vez, no século passado,
uma princesinha chamada Maria Luísa...,
enquanto me puxas as orelhas,
me apertas o nariz
e me arrancas os óculos antes de dormir,
confiante e exausta de tanta alegria.


Hás de ser feliz,
disso tenho certeza,
porque linda.
Amada já o és.


Obrigado
por este quase um ano
de ternura-menina.






- José P. di Cavalcanti Jr. -








 


Texto 49 - Copy & Copyright de todos os textos: José P. di Cavalcanti Jr.


E-mail                  E-mail                  E-mail