Nua, és-me mais pura. E por sobre ti, misterioso fundo dos oceanos, sou salto, sou falésia. Nua, és-me mais doce. E dentro de ti, fenda de milagres, aríete, quisera ser anzol. Nua, és-me mais arisca. E por trás de ti, ondulação úmida, sou mergulho, torno-me alado. Nua, és-me mais secreta. E exule de ti, sabor doce de mel, sou morto que aprendeu a sorrir. - José P. di Cavalcanti Jr. -
|
